sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O louco e a sua amiga sensatez.

E que o cenário da nossa loucura seja a trama mal criada e uma atriz conceituada,
A comedia que de divina não tem nem o nome leva consigo o desonesto furor,
E na imaginação de um louco flutua sobre uma poça d'água chamada de oceano,
Um navio repleto de velas que nem água nem o vento apaga.

A manha que é branca e limpa mesmo que a chuva suje as ruas que passei e não te encontrei,
E a noite que mais me inspira seja a tal bela dama que dita hora se fez dia diante do meu despertar, 
Não temo a morte, estou sempre a lhe observar, temo a vida e o seu obscuro caminhar,
Vejo que o clímax está chegando continuo procurando sinto a calma que invade a minha alma anunciando, a sua chegada e agora eu já sei.

O que sou, oque fui, oque era, absorva a quimera transforme-se em Cinderela,
Um esquina que seja reta como o meu pensamento, que é vasto até o firmamento,
[uma vitamina de ideias que forma...]
E o pássaro que há muito acompanhou o barco de tão livre se tornou dependente e apegado,
E o radinho de pilha não toca mais a nossa canção, calou-se para ouvir o som do meu violão.

R. Oliveira

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