quarta-feira, 24 de setembro de 2014

As idas e vindas do meu amor.

Sinto me ressaqueado sem nem ter sido alcoolizado, distúrbios da falta
Ando mais trêmulo, mais desconfiado, mais perturbado, somente eu sei a causa
E as rosas que não falam, somente exalam o teu perfume, calaram-se
E o cinismo que me afastou de tudo, agora derrama gotas a mais do meu cálice.

Se a vida é irônica, o amor é brincalhão, que adora agastar tudo ao seu redor
Apesar de rijo, é o material mais maleável já conhecido pelo ser humano
Quem não tem colírio usa óculos escuro, e quem não tem óculos escuro badala tudo
Sem mais domingos sombrios, sem mais madrugadas calorosas, apenas uma brisa gostosa

Afago nosso presente, com o olho no nosso futuro, deixe as alvitres
Não irei esboroar o que já fiz, vou apenas me manter tenaz no que sou
Eu, feito de impulsividade e hipérboles o que me deixa sempre mais próximo da falha
Mas também sou sangue e consciência o que me deixa sempre suscetível a arrependimentos

Segure a minha mão, feche os olhos e deixe a vida nos guiar, não é porque eu não confio em ninguém que você não deve confiar em mim, muito pelo ao contrario, dependemos da sua confiança em mim. E ao perceber que o amor está morrendo, não force a barra para salva-lo e nem empurre-o do penhasco nunca se sabe o que acontece com as idas e vindas do amor.

R. Oliveira

Carta para a Dona Morte.

Na cadência do tempo, paro um pouco de procrastinar para lhe falar o cara amiga Morte, com a maturidade e experiência de vida que vou adquirindo percebo o quão constante você é com o mundo, e por meio desta venho te fazer um apelo.
Noto a cada instante que passa que a sua companheira, Vida, vem me tirando partes importantes, o ultimo saque dela foi tão grande que me deixou apenas abaixo da metade do meu próprio ser, evitarei falar disso, para não dar, aos espaço ao sofrimento, sei que a Vida é fácil, nós que a complicamos.
Vou ao ponto que realmente interessa, vim te pedir minha amiga, que você não esqueça ou me abandone, não que você venha agora, o depois parece ser bom o tanto para mim quanto para você, mas por obséquio não demore e não me deixe para trás, não importa o quanto eu vacile com você, não esqueça de mim, não me abandone, mas também não se apaixone, nem se mantenha muito próxima, sei que vocês está "viva", então não precisa tá se mostrando presente sempre, no momento certo estarei a sua espera, peço apenas que não demore, odeio esperar...

P.S.: Se puder, peço que não leve o meu cachorro tão cedo também, o que restou de mim, vive em função dele basicamente.

R. Oliveira