quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Carta para a Dona Morte.

Na cadência do tempo, paro um pouco de procrastinar para lhe falar o cara amiga Morte, com a maturidade e experiência de vida que vou adquirindo percebo o quão constante você é com o mundo, e por meio desta venho te fazer um apelo.
Noto a cada instante que passa que a sua companheira, Vida, vem me tirando partes importantes, o ultimo saque dela foi tão grande que me deixou apenas abaixo da metade do meu próprio ser, evitarei falar disso, para não dar, aos espaço ao sofrimento, sei que a Vida é fácil, nós que a complicamos.
Vou ao ponto que realmente interessa, vim te pedir minha amiga, que você não esqueça ou me abandone, não que você venha agora, o depois parece ser bom o tanto para mim quanto para você, mas por obséquio não demore e não me deixe para trás, não importa o quanto eu vacile com você, não esqueça de mim, não me abandone, mas também não se apaixone, nem se mantenha muito próxima, sei que vocês está "viva", então não precisa tá se mostrando presente sempre, no momento certo estarei a sua espera, peço apenas que não demore, odeio esperar...

P.S.: Se puder, peço que não leve o meu cachorro tão cedo também, o que restou de mim, vive em função dele basicamente.

R. Oliveira

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