Olho para o cadeado e lembro dos tempos em que me tranquei, mas foi bom, enfim me encontrei, ainda não realizei, mas com certeza viverei, por que o fogo que queima em mim é mais ávido que os ventos que tentam me apagar, me destruir, me derrotar.
Sou nordestino cabra da peste, baiano arretado, criado a base de pimenta e comida "pesada", se tiver de ser derrubado não será por um prato de comida estragado, posso ser apunhalado, como sou taxado de revoltado, mas nunca vou parar de empurrar a montanha, e enquanto houver faísca viva dentro de mim, correrei atrás do sonho e fim por que possa ser que não, mas a vida é assim.
R. Oliveira