segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Anda tempo, corre depressa.

Suprir a ausência do que não se foi é algo impossível, brincar de pega-pega com o tempo é um perigo, correr atrás do que não compete a você controlar é burrice, é como tentar prender o vento em uma gaiola, é como ir embora sem abrir a porta.

Olho para o cadeado e lembro dos tempos em que me tranquei, mas foi bom, enfim me encontrei, ainda não realizei, mas com certeza viverei, por que o fogo que queima em mim é mais ávido que os ventos que tentam me apagar, me destruir, me derrotar.

Sou nordestino cabra da peste, baiano arretado, criado a base de pimenta e comida "pesada", se tiver de ser derrubado não será por um prato de comida estragado, posso ser apunhalado, como sou taxado de revoltado, mas nunca vou parar de empurrar a montanha, e enquanto houver faísca viva dentro de mim, correrei atrás do sonho e fim por que possa ser que não, mas a vida é assim.

R. Oliveira

Te conto o meu fim e você justifica seu meio.

Não aguento mais essa poluição sonora de silêncio a toda hora, essa guerra de orgulho como de quem vive sempre em cima do muro, de saber o que quer sem saber como é, e viver do sagrado, se alimentar do espírito, se contentar com o que não existe, apenas por gostar.

O inicio, o fim e o meio que se justificam exclusivamente quando o resultado é com êxito, do contrario o que vale é arriscar nunca ser perdoado, como um rouco gritando declarações sendo ouvido por milhões, sem ao menos entender suas emoções.

Algumas vezes de um nada por surgir um tudo, uma lenda que vive em cima do muro, pode finalmente decidir mudar o mundo ao poder de um sussurro, que ecoa na minha mente me dando instruções de como dividir o joio do trigo em meio a tantos "amigos".

Se encontre em meio ao caos que é você e me diga o que é que você vê...
Alguém que vive pouco como um rei ou muito como um zé !?
No paraíso você me diz se valeu a pena...
"Se matou e o paraíso não existe."

R. Oliveira