sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Falemos da morte.

Quantas vezes já falei do que é a maravilha da vida e todas as coisas boas nela, mas percebi o quanto somos nós preconceituosos com a morte, e insistimos em vê-lá como uma coisa horrível e abominável que queremos sempre longe de nós. 
À as pessoas que realmente acreditam que nascemos e morremos uma vez à cada saída de um útero-entrada em um caixão, mas se você olhar ao seu redor para o seu passado e o presente você vai ver quantas vezes você já nasceu e morreu nessa vida... Pare e pense quantas vezes você morreu para um cenário e nasceu para um novo horizonte ? Eu estou morto, alguém chorou pela minha morte, é a vida, nascemos, crescemos, nos reproduzimos e morremos, para então podermos nascer de novo. Ontem eu chorei pela amizade que morreu, hoje já renascido vou sair com os amigos para quais eu acabei de nascer para curtir e celebrar a vida... 
Será que os suicidas são realmente fracos por não aguentarem a vida, ou são eles os mais fortes por terem consciência do que fazer e ter coragem o suficiente para se matar ? 
Porque nós que não passamos por aquilo que eles passaram, nós que não morremos e nascemos a vida dele, porque nós queremos julgar-los se nós não aceitamos nem a nossa própria morte ? Nós que temos tanto medo da nossa própria morte que não aceitamos nem a morte do próximo, nós que somos egoístas a ponto de querer que a pessoa viva uma vida de sofrimento do nosso lado do que tenha seu merecido descanso ? 
Então vamos aceitar a morte, não precisa de muito mais do que respeito e admiração, pela mais antiga das Senhoras do mundo, vamos entender que uma vez que morremos para alguém, nascemos para outros mundos, outras pessoas, outras bocas, outras pernas, e por mais que o processo seja árduo e difícil, é extremamente necessário para nosso ser, para nossa formação de caráter e de pessoa para o mundo. 
Então vamos nos permitir morrer e deixar as pessoas morrerem, o que nos resta é nascer de novo e aproveitar a nova vida enquanto ela não se acaba


R. Oliveira

segunda-feira, 8 de junho de 2015

"Não deu certo."

Peguei o lápis e o caderno, não tinha nada para escrever, decidi escrever sobre minhas lembranças, mas que lembranças tem a pessoa que não se lembra de nada ?
Tenho deixado muito aprendizado para os leitores, então resolvi que vou agora compartilhar uma lição que eu aprendi, uma lembrança que eu ainda tenho.
Perdoem-me se eu não seguir a verdadeira ordem cronológica dos fatos, mas o fato é que eu acho que ainda não se apresentou o "ordo ab chao".
Não lembro realmente como começou, apenas lembro de que eu subia a ladeira quase todas as noites porquê estava chapado demais para ficar em casa, e ficávamos conversando,  não eu e ela, e sim eu ela e todos que ali estavam, nos tornamos conhecidos, daqueles que você adiciona nas suas redes sociais, Facebook, Orkut, MSN, essas coisas... Não é que nos falávamos o dia todo, mas uma hora ou outra um puxava um assunto legal, aí foi o começo, pelo menos eu acho.
Não lembro de mais nada antes do que já era a nossa amizade, nasceu igual a capim, do nada, a próxima coisa que eu já me lembro é eu beijando outra e ela beijando outro, tudo em família, ou quase, se eu me lembro bem, tava alcoolizadas ela e a outra, mas isso é irrelevante, não lembro de muita coisa por aí, mas lembro que já eramos amigos nessa época, muito amigos mesmo, quase que inseparáveis, formou aí um triângulo amoroso sem muito amor ou com muito amor, não sei ao certo.
Acabou que eu me mudei, fui morar a 467 Km dela(claro que aconteceu muitas coisas antes disso, mas nem me dei o trabalho de tentar lembrar), depois de muitas situações acabei voltando, todos acham ou achavam que eu voltei por causa da outra, mas na verdade era por causa dela, eramos muito amigos, mas tipo, muito mesmo, do tipo que no meio de uma conversa espera o outro ir cagar para voltar e terminar de contar algo que provavelmente é idiota o bastante para não ser lembrado após 5 minutos. Eu ficava na maioria das vezes muito calado, só lendo/ouvindo ela falar mal de pessoas que eu nem conhecia, geralmente tava entorpecido, álcool ou maconha, não importava qualquer coisa ajudava, às vezes passávamos a tarde na ladeira conversando sobre os mais variados assuntos, tinha as tardes de brigadeiro, as tardes de pipoca, às vezes ela ia para a minha casa e novamente fazia brigadeiro e ficava falando mal dos outros, até hoje não sei o porquê, mas ela gostava muito disso, ela também constantemente entrava no meu Facebook e fazia declarações de amor para ela mesma, eu nunca entendi se era carência ou palhaçada, para mim era carência, mas eu só sei que ela gostava disso, enfim, muitas vezes ela aparecia lá em casa com outras, ah como eu gostava dessa parte, algumas vezes ela ia lá em casa ficar com outro, era um tipo de bacanal inocente, formado por quatro adolescentes.
Logo depois o que eu consigo me lembrar é da fase homossexual, eu nunca fui muito a favor, porém, sou adepto daquela velha receita de que "faz o que tu queres, pois é tudo da lei", mas sei lá, não encaixava, não combinava, não completava, pelo menos não na minha mente, só que PARA MIM amizade verdadeira é feita de amor e apoio incondicional, por isso e só por isso eu "apoiava" ela quando ela tinhas os impulsos homossexuais dela, assim como apoiei quando ela decidiu de uma vez por todas que ia ser finalmente, unica e exclusivamente hétero, eu só fazia apoiar, não interessava para mim o que ela decidia, o que eu fazia era abraçar e mostrar que eu tava ali para ela, a qualquer hora que ela precisasse. Logo depois que ela acabou a indecisão sobre a sexualidade dela ela teve uma paixão, ou foi antes ??? Não me recordo direito, mas acho que foi antes... Só sei que foi amor, daqueles que doí o dente só de imaginar, lembro que quando acabou ela sofreu bastante, mas isso é irrelevante para a estória. Depois desse amor ela chegou a se apaixonar algumas outras vezes, umas mais fortes que outras, mas todas sinceras, pelo menos eu considerava sinceras.
Ela era daquelas que se dedicava demais ao amor, cansei de ser deixado de lado pelos novos namoradinhos dela, não só eu como todo o resto de amigos dela, não sou carente de atenção, na verdade eu até gostava um pouco, nós andávamos muito juntos, era bom um pouco de espaço, tinha vezes que me sufocava de tanto que eramos grudados, mas eu admito que era um sufoco bom, como aquele de quando sente cócegas, acabou que eu fui aprendendo a conviver com os amores dela, e tive que aprender mais ainda quando esses amores acabavam que era eu quem ficava, ajudar a superar as dores era muito difícil, ainda mais as dela que era uma pessoa de se dedicar demais... Alguns foram mais difíceis que outros, sempre dependiam da intensidade da paixão, alguns para esquecer, bastou deletar as fotos do PC, outros nem tanto, pareciam uma desintoxicação. Eu tentava falar a ela coisas boas, do tipo "eu tô aqui", "eu não vou te abandonar", mas nunca fui muito bom em expressar os sentimentos com as palavras, sempre achei que ações são os melhores meios de se fazer isso, eu já tinha uma grande dificuldade em ter sentimentos, era estranho para mim falar sobre eles. Lembrei de uma vez em que conversávamos e ela disse da dificuldade que ela tinha em manter amizades, que mais cedo ou mais tarde todas as amizades dela acabavam chegando ao fim, e quando eu tinha que pronunciar às mais belas palavras, eu simplesmente à abracei, não sou e nunca fui muito bom em falar que amo uma pessoa, mas eu demonstro que é uma beleza.
Vou distorcer a já tão distorcida linha do tempo da estória, hoje(o dia em que escrevi o texto não o que postei) encontrei uma amiga em comum que tínhamos, de muito tempo atrás, e durante a nossa conversa essa pessoa me perguntou sobre ela e eu disse "não nos falamos mais" depois de um certo espanto da pessoa ela me perguntou o motivo, na hora de responder eu poderia ter dado mil respostas, mas a resposta proferida foi rápida e certeira como um tiro na cabeça, "não deu certo", e essa é a melhor definição sobre o que aconteceu entre nós, para qualquer um que não seja eu ou ela, porquê de verdade ninguém sabe realmente o que aconteceu, para alguns erros dela, para outros erros meus, nunca se sabe né !?
A questão foi que apareceu outras prioridades, outras coisas que importavam mais que o namoro ou amizade, a essa altura eu nem sei mais o que era aquilo que tínhamos, só sei que acabou... É como eu disse antes PARA MIM uma amizade é feita de amor e apoio incondicional, ela já tinha uma maneira diferente de ver e viver uma amizade, talvez a dela esteja certa e a minha errada, talvez os dois estejam certos no final das contas ou talvez nenhum dos dois, isso fica para Salomão decidir.
Foram anos de amor, amor, amor, amor mesmo, mas só que acabou, não foi fácil para mim e imagino que para ela também não, hoje(novamente me refiro ao dia que escrevi isso e não o que postei) ela me  ligou, não atendi e nem retornei, não costumo atender ligação de estranhos, imaginei o que poderia ter sido, contudo deixei fluir, segue a vida.
Tem dias que eu sinto a falta dela, na mesma intensidade dos dias que eu nem me lembro que ela existe, sempre fui desapegado demais, a parte boa da dislexia é que nada é meu e eu não sou de ninguém, por muito tempo eu acabei sendo dela e creio que reciprocamente ela acabou sendo minha, como um recado da vida de que toda regra tem sua exceção e essa é apenas mais uma regra.
E de tudo sempre fica o aprendizado, eu falo por mim quando digo que foi uma época muito boa e importante da minha vida, nunca soube o quão forte e bonita podia ser uma amizade, nunca que eu acreditaria em uma amizade entre menino e menina antes de nós dois.
Realmente não sei como parar de falar dela, e de nós dois, acho que seriam preciso muito mais de quê um papel e caneta, é aquela coisa, só sabe quem viu e viveu para ver e conviver. Não sou bom com despedidas então vou acabar como nós dois acabamos, meio que do nada com um gostinho de quero mais e um fim igual o começo de uma hora para outra.

R. Oliveira

terça-feira, 26 de maio de 2015

O som do rufar dos tambores.

Corpo sã, mente sã, espírito novo para ir a qualquer lugar de novo. Não adianta, nem tente correr, sua essência é jovem presa num corpo já desgastado que por muito já foi usado, você não admite, mas você gosta do perigo, você ainda tem muita libido, por isso eu sou seu filho, e assim serão os meus filhos, olhe para trás e veja o que você já fez, eu te dou trabalho assim como você deu ao meu avô. Não cometerei essa ignominiosa insensatez, não vou criar um monstro burguês, assim como você não o fez.
O espelho mostra muito mais que um garoto que cresceu, mostra as marcas de onde eu vim, mostra as mágoas que eu vi, mostra as evoluções que vivi. As pegadas na areia nem a maré mais alta consegue desfazer, tudo isso pode ser impulsos ou pseudônimos do que eu sinto por você, como um belo dia de verão, um sol de queimar o juízo, têm a cerveja, têm o samba e tem a  bela dama, que dança e dança e dança e nunca se cansa e irradia uma beleza sadia, como de quem um dia e apenas um dia sofreu por um pequeno erro ou uma grande ironia, e hoje sorri, para empolgar aqueles que tocam ali, os que tocam alto, os que tocam baixo, cavaquinho ou violão, na mesa ou na percussão, ou aquele único que toca o seu coração, que samba e entra na dança, que bate cabeça quando ouve o tambor, que entra na roda com a permissão do senhor e que ali canta e dança pedindo axé ao protetor e que espalha para o mundo o seu amor e sem nenhum medo ou pudor sabe que a cada novo dia que acorda é só mais um vencedor.


R. Oliveira

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Sete to Black

De volta ao preto, não o preto que remete a escravidão ou a escuridão ou ao luto ou qualquer tipo de infelicidade, muito ou totalmente pelo contrário, de volta ao preto, ao rock, a liberdade, ou seja, de volta a felicidade, que seja com quatro acordes no violão, ou num show de reggae com amigos de verão a verão.
Sol que arde e queima, ilumina o que transcende a alma, do corpo e da cara.
Louco, mais do que ontem, menos do que amanhã, cinzas agora só dos cigarros do amarelo ou aqueles do filtro amarelo. Amarelo da cerveja gelada que espanta o mal, mesmo sem ser o da esquina.
Sete anos para viver eu tenho, sete vidas para viver eu vivo, sete são os dias da semana que eu acordo feliz pelo fim do sono, sete é o dia que nasceu o melhor cachorro do mundo.
Suar pelo sexo ou pelo futebol, tanto faz sendo que sempre vai ser acompanhado de quem te traz algo mais de felicidade, algo mais sem complexidade.
Combinações coloridas de cores cheias de vida, "Cores de Almodôvar, cores de Frida Kahlo, cores". Ando pelo escuro com os olhos brilhando como um cego que enxerga colorido após o ácido lisérgico.
Corro, não porque tenho pressa, e sim por quê não tenho paciência, não gosto de tristeza, depressão, drama ou carência. Tenho uma atração pelas coisas que são passageiras e deliciosas, assim como uma trip de lança perfume.
Perdido eu sou de todas as maneiras, durante o café da manhã sentado a mesa ou após algumas duzias de cerveja, eu nunca sei para onde estou indo, nem o que eu tenho que fazer, só vivo a vida como eu creio que ela deve ser. Por isso que vivo pela noite, pela escuridão, sou apaixonado pela lua, a dona do meu coração, sou protegido pelas sombras da escuridão que me escondem e me engolem para um mundo seco, frio e tenebroso, assim como é o meu corpo.
Esquento agora, e minha alma para quem sabe uma chegada inesperada ou controlada, de uma pessoa considerada, com a vida acalmada e que também esteja apaixonada.
Lembranças eu deixo com abraços ou beijos, e algumas ainda ficam com a saudade mundana dos corpos nus numa cama.


R. Oliveira

sexta-feira, 15 de maio de 2015

"Loading..."

A sensação da vida já começando no fim é como a de ligar o jogo e já começar a partir de um "Continue ?".
Não diga que eu falei que foi ruim, muito pelo ao contrario, valeu a pena cada minuto, do mais tenso ao mais alegre, já decorei essa teoria contemporânea do desapego, máscaras de sorrisos, copo cheio, rodeado de amigos, entre beijos e carícias, no fim da noite só vontade de repetir o dia, mas todo mundo sabe que máscaras são feitas para esconder, camuflar e disfarçar a realidade, só que eu observei quê de muito usar uma máscara acabamos nos tornando ela, vivendo ela e muito mais que apenas isso, por vezes acabamos esquecendo do que realmente somos, mas nunca esquecemos do que realmente sentimos, por quê sentimentos não choram, sentimentos não sofrem, sentimentos não MORREM, assim como os leões, que não morrem, apenas se transformam em nuvens.
Devemos ser como bolhas de sabão, leves, transparentes, sem nenhum tipo de peso ou estresse interno que nos faça ir para baixo, devemos sempre ir para cima, em direção ao céu, e sumir na juba dos leões, viver e renascer no mundo dos dragões grandões que são viciados em ouro e virgens que respectivamente vem como cachoeiras e frutas nas arvores mais frondosas assim como nos rios mais caudalosos.
Já é normal sentir um pouco de empatia pela dor dos outros, e acredite, isso vindo de alguém que ainda não sabe se realmente tem um coração é um salto e tanto para a humanidade, que provavelmente está em festa com a volta do guerreiro e profundamente triste com o rumo da democracia, que ainda vive, MAS(esse "mas" nem deveria existir), se encontra em um estado vegetativo tão avançado que acabou transmitindo sua grave doença a esperança, que é a ultima que morre, porém após tantos tiros, não sei como ainda vive.
Vivendo cada vez mais alto, aprendendo com os visionários, com a missão de deixar em terra algo bonito como a primavera, uma obra para o mundo é o que eu tenho a obrigação de deixar, mas não como um artista, já que artistas não tem sexo e o meu é bem definido por sinal, mas como uma pessoa que aprendeu e que passa esse aprendizado para quem ainda vem depois de nós dois ou quem vem depois de outros dois.
Cansei de acordar rouco de tanto gritar com os surdos, hoje tem aqueles que juram que eu virei mudo, contudo, na verdade o que eu realmente aprendi foi o poder da observação, observar e absorver, certo !? 
É a lição que eu deixo hoje, comece a copiar os acertos de quem sabe e aprenda a consertar as falhas de quem errou, essa é a fórmula, não é a fórmula magica da paz, talvez seja a fórmula do sucesso, do progresso, do avanço. Você deve estar se perguntando por que eu não encontrei o sucesso ainda se eu já sei a base da fórmula, mas eu tenho que errar, para que você possa detectar nos meu erros suas melhoras, e se você não se sentir apto ou no momento certo para acertar, erre bastante sem medo de ser julgado, erre para que quem venha depois aprenda com nós dois.
Por escolha própria escolhi viver pouco como um rei do quê muito como um zé, você tem todo o direito de escolher o oposto, assim como eu sou quase o completamente o oposto do meu antecessor, eu vim junto com uma geração com sede de mudança, com vontade de revolucionar, infelizmente colocaram um tranquilizante na coca cola da minha geração e esse tranquilizante se chama internet, alguns já tentam utiliza-lo para o bem da causa, mas nós de hoje em dia sabemos que a luta é dura, longa e difícil, mas nós temos fé que deixaremos um mundo melhor para você que hoje me lê, e que se não obtivermos o êxito ao menos tentaremos deixar você na cara do gol, ou no mínimo com a bola em posição de ataque, a decisão fica para você, os times estão contratando jogadores, mas você que escolhe a camisa que vai vestir.


R. Oliveira

segunda-feira, 23 de março de 2015

Um amigo...

Eu tenho um amigo que sumiu.
Será que ele partiu?
Eu tenho um amigo que eu preciso falar.
Mas ele teima em se ausentar?
Eu tenho um amigo sincero.
Mas ele não quer muito lero.
Eu tenho um amigo que é famoso.
Será que a fama o deixou vaidoso?
Eu tenho um amigo que vive pelo ar.
Seu nome nunca irei revelar.
Eu tenho um amigo que mora no meu coração.
Só que ele não me dá mais atenção.
Eu tenho um amigo que eu adoro pertubar.
O nome dele, não vou revelar.
Porque senão ele pode até me matar.
E então não teremos mais o que rimar...


Wanderley Nunes

quinta-feira, 5 de março de 2015

Entenda por quê o motivo de eu gostar de mulher de cabelo curto.

Como assim eu não entendo ? Só porque seu cabelo não é pequeno ?
O porquê de tanto "por que" é a falha na tentativa de te entender.
O porquê de tanto "o que"  é a falha na tentativa de novamente te entender.
Certos momentos eu fico tentando entender e acabo esquecendo o que eu queria, quanta antipatia, acho que seu cabelo grande me incomoda, não sei porquê, mas parece que ele esconde demais, o que ele esconde eu não sei, desisti de entender quando desisti de você.
Aceito cada vez mais a periculosidade de altas doses de THC misturado a infinita complexidade da dislexia, porque já nem sei mais diferenciar os dias, e viva a hipocrisia.
Me incomoda que o cacheado perdeu para o esticado e que o amarelo hoje é o que bate o martelo, como é a vantagem da morte que não deixa boca para sorrir, em contrapartida também não deixa olhos parar chorar...
Não entendo o porquê ficar nu parar falar do futuro, mas deitados somos todos do mesmo tamanho, independente se estiver em primeiro ou segundo plano.
Por que eu sei que o flagrante é pior quando é inesperado pelo meliante, mas a ironia me espanca como um saco de pancada, estou cansado de apanhar, quero raciocinar, alguém faz essa puta parar, tô rindo de raiva, se eu pego essa filha da puta só paro de espancar quando o cérebro cansar e a mão sangrar.
Foda-se quem não tem paciência para explicar, assim como eu, fazer é mais fácil que ensinar, é mais difícil segurar do que gozar, só o que dá para fazer é limpar e aproveitar, dependendo da situação reiniciar, e só depois quando não mais aguentar, aí sim parar.
Vamos se estressar, mesmo sem eu explicar o que eu não entendo, cagando e andando para o que as coisas significam, eu esqueço rápido mesmo, para mim é tudo passageiro, independente do pior sonho ou melhor pesadelo.
Eu sou o resto do mundo, batizado comum com um padrinho viado, inteligente porém abestalhado, com a mente fechada só porque eu fumo uns baseados.
Baseado na lei que diz que Deus criou as plantas, então essa porra é para usar mesmo, para dar inspiração ou tesão aí já não importa, contanto que a trip não seja torta.
Agora vou-me, não entender mais nada por que disso já desisti, agora vou por ai vagar sem saber por onde ir até que um dia eu entenda a piada e possa também sorrir.

R. Oliveira

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Vitamina de abobrinha.

Peguei o binóculo da imaginação...
Viajei demais, eu dei asas a você, eu perdi a noção do tempo.
Minha maior responsabilidade é não ter maturidade, não perder a ingenuidade, é definitivamente nunca ter responsabilidade.
Só homens precisam ser amados, mulheres só precisam ser desejadas.
Vingança nunca é para um bem maior. É uma necessidade visceral que deve ser saciada ou o forte perde o foco.
Hoje o amor se foi, não existe mais nós dois, estou amando outra pessoa.
Somente o sexo pode curar a doença que é a vida.
Pense que não sinto, mas sinto o tempo todo, inclusive enquanto escrevo esse texto, nessa folha de papel que me encara mas não me olha, que me aguenta mas não me suporta, que me compreende mas não me decifra.
Duvides tu, que as estrelas sejam de fogo
Duvides que, ocasionalmente, o sol se mova
Duvides que a verdade seja mentirosa
Mas nunca duvides do meu amor.
Quase morrer não muda nada, morrer muda tudo.
Quem planta amor, colhe saudades.

R. Oliveira

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

"Do Your Job"

De tudo aquilo que se fez contente, passado, futuro ou presente
Com todo o espaço paralelo do mundo, que um dia se fez surdo
Para toda ferida que queima da alma ao dente, mais um copo de aguardente
Por nossa mais sagrada sincera desculpa, com o espirito imundo, que deixa qualquer mimico mudo.

E mesmo desgosto chato como o mês de agosto permanece fortemente ensolarado
Quero o calor, o coração com uma dose de emoção que exploda o tempo no meu verão
Prevejo o seu e o meu e o nosso desejo, aluado como um louco desvairado
Caído na vida, ultrapassei a solidão, a imensidão, quero a erva mais forte que me tire do chão.

Plantarei a mais linda cama, que germinará a mais perfeita noite com a minha pequena senhora
Quem poderá fazer o amor morrer, se esse é apenas o amanhecer e eu ainda tenho você
Estendendo até a mais incrível arquitetura, na caminhada pela escura e infantil aurora
Quero ver o pôr do sol ao entardecer e sem nem esperar o escurecer quero mais prazer.

Seja seu próprio dono, crie o caos no mundo, acorde de noite e durma de manhã, avise o que vai fazer depois de tudo feito, viva a vida louca do seu único e verdadeiro jeito,

R. Oliveira

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Reação, sensação, vibração, emoção.[UPDATE]

É difícil não odiar pessoas, coisas, instituições, quando quebram seu espírito e têm prazer em te ver sofrer, ódio é o único sentimento que faz sentido. 
Mas sei o que o ódio faz com um homem. O afasta. 
O transforma em algo que ele não é. Algo que ele nunca seria. Isso é o que eu preciso te dizer, para que saiba o quanto tento não cavar sobre o peso de todas as coisas terríveis que sinto em meu coração. 
Às vezes, minha vida parece um ato de equilíbrio mortal. 
Sinto um peso me dizendo o que deveria ou não fazer. Reações impulsivas contra soluções dentro de mim. 
Quando olho pro meu dia, vejo que a maior parte dele foi gasta pra limpar estragos do dia anterior. Nessa vida não tenho futuro. Tudo que tenho é distração e remorso.
(Enterrei minha melhor amiga há algum tempo atrás, e como clichê, deixei uma parte minha dentro do caixão. Uma parte que eu pouco conhecia, uma parte que eu nunca verei de novo. Todo dia à um novo enterro, você abre o caixão e vê que está dentro. Você é o único que determina se é um dom ou um defeito.)


Haverá dias em que você será forçado a tomar decisões que afetam as vidas de todos que você ama, escolhas que o mudarão para sempre.
Você chegará em uma idade em que você nem percebe que ser um homem não se trata de respeito ou força e sim de ter consciência de todas as coisas que faz.
Meninos vêem por dentro, se viciam em seus próprios vícios egoístas, homem vêem por fora e agem de acordo com a necessidade dos outros.
Estou numa dessa, estou encarando de frente uma dessas decisões, ela olha para mim com os olhos do passado e me chama de covarde, um assassino, uma enganação, ela quer me abater, quer que eu fuja da minha obrigação com o destino, como um menino chorão.
Hoje não farei isso, hoje serei o homem que meu pai quis ser(que eu fosse). Hoje o deixarei orgulhoso.
Desde que eu perdi Débora, eu sinto dificuldade em sentir amor ou companheirismo.
Sinto que minha vida deu a volta por cima, estou seguindo um caminho que nunca estive, nada é familiar, as placas não fazem sentido, saio da pista ou continuo pilotando ? Vou sozinho ou levo os outros comigo ? Em quem eu confio para essa jornada ? Agora entendo porque ser líder requer isolamento, tenho que me afastar dos que se afetam por minhas decisões, aqueles que amo, assim como os que odeio, fica mais e mais difícil ser um irmão quando minhas decisões sãos as que um pai tem que tomar, quando for velho o suficiente para ver o sentido na vida, você irá saber tudo sobre mim, as coisas que me orgulho, e as que me arrependo e então terá que tomar suas próprias decisões, por mais que queira ajuda-lo, dizer o que fazer, essas escolhas são só suas, o único conselho que posso te dar filho é saber quem você é como homem, descubra o que importa para você, se conheça, saiba o que está no seu coração, não se distraia pelo medo ou historias ou pela opinião de gente de fora, encontre em sua própria verdade, isso o levará para as coisas que você ama.

Existem lições a serem encontradas aqui, mas principalmente, faço isso para que possam me conhecer. Ultimamente enquanto escrevo isso, sei que significa tanto para mim quanto para você, esse é o único lugar onde posso me abrir completamente. Papel e caneta não julga, não me confronta, simplesmente aceita a minha verdade e me permite virar a página.
E hoje essa é a minha verdade...
Passo a maior parte do tempo aterrorizado, com medo do que fiz, do que estou fazendo e do que posso fazer. Não é um medo incapacitante, na verdade é ao contrario, ele me faz crescer, eu o desejo, preciso desse terror para sair da cama, está no meu DNA(e talvez, no seu).
Tenho um grande remorso dos atos violentos que cometi, tanto os planejados quanto os espontâneos, mas acho que o que mais me entristece é que aprendi a justificar esse comportamento, sempre acho uma razão, um motivo, uma necessidade que me permite limpar o karma de minha culpa nessa selvageria, me tornei oque... ? O que eu odiava(Inês).
E com essa consciência, tem muitos dias, às vezes até semana que me evito olhar no espelho, meu auto-ódio é tão profundo, tão palpável que temo atacar minha imagem, quebrar o espelho e me cortar com cacos do reflexo quebrado.
Desde que minha melhor amiga morreu, perdi o equilíbrio. Débora sempre me empurrava para a direção certa. Agora a duvida e sensação de desonestidade gritam tão alto em minha mente, que a maior parte do tempo eu não consigo ouvir nada.
Amor, camaradagem, liberdade... Todas as coisas que eu queria da vida estão perdidas nesse estrondo.
Perdoe minha indulgência, filho.
Mas hoje(todo dia), pode ser um dia do qual nos lembraremos, um dia de definição, e quero que leia essa "carta" e saiba que pelo menos seu pai foi completamente honesto. Então saberá que falo a verdade quando digo o que realmente sinto em relação a tudo.
Nunca o machucarei, nunca o desampararei. Independente de qualquer coisa, tudo o que faço é por causa de você!

R. Oliveira

Novo ano, novo mundo, nada de novo, tudo novo.

Novo ano, novos ares, novas paginas, um novo capítulo e sempre o mesmo livro. Tentamos a cada mudança de ano nos convencer que vamos mudar e que vai ser tudo diferente no ano que vem chegando, só que fica difícil obter êxito, quando nós que projetamos tantas mudanças para com o mundo e para nós mesmos permanecemos os mesmos ano após ano, página após página, capítulo após capítulo, e mesmo que pareça mais uma mensagem clichê de fim de ano, abra a sua mente, grandes caminhadas começam com pequenos passos e antes de mudar a sua vida você tem que procurar mudar e achar a mudança você, procurar crescer sem esquecer do que é viver e sempre lembrar que navegar é preciso senão a rotina te cansa, permita-se, seja aquilo que você deseja, corra atrás do que você quer, independente da dificuldade esqueça as aparências alheias, seja o que você é, não seja o que você não é apenas por não querer se sentir deslocado, seja você e encontre os seus semelhantes pro todos os lados, porque por mais diferente que você seja, você não está só.
Concluindo, ao invés de querer começar o ano com novas e grandes mudanças procure apenas comer o ano sendo o que você não foi no ano que se foi, ou seja, você mesmo.

R. Oliveira