Quantas vezes já falei do que é a maravilha da vida e todas as coisas boas nela, mas percebi o quanto somos nós preconceituosos com a morte, e insistimos em vê-lá como uma coisa horrível e abominável que queremos sempre longe de nós.
À as pessoas que realmente acreditam que nascemos e morremos uma vez à cada saída de um útero-entrada em um caixão, mas se você olhar ao seu redor para o seu passado e o presente você vai ver quantas vezes você já nasceu e morreu nessa vida... Pare e pense quantas vezes você morreu para um cenário e nasceu para um novo horizonte ? Eu estou morto, alguém chorou pela minha morte, é a vida, nascemos, crescemos, nos reproduzimos e morremos, para então podermos nascer de novo. Ontem eu chorei pela amizade que morreu, hoje já renascido vou sair com os amigos para quais eu acabei de nascer para curtir e celebrar a vida...
Será que os suicidas são realmente fracos por não aguentarem a vida, ou são eles os mais fortes por terem consciência do que fazer e ter coragem o suficiente para se matar ?
Porque nós que não passamos por aquilo que eles passaram, nós que não morremos e nascemos a vida dele, porque nós queremos julgar-los se nós não aceitamos nem a nossa própria morte ? Nós que temos tanto medo da nossa própria morte que não aceitamos nem a morte do próximo, nós que somos egoístas a ponto de querer que a pessoa viva uma vida de sofrimento do nosso lado do que tenha seu merecido descanso ?
Então vamos aceitar a morte, não precisa de muito mais do que respeito e admiração, pela mais antiga das Senhoras do mundo, vamos entender que uma vez que morremos para alguém, nascemos para outros mundos, outras pessoas, outras bocas, outras pernas, e por mais que o processo seja árduo e difícil, é extremamente necessário para nosso ser, para nossa formação de caráter e de pessoa para o mundo.
Então vamos nos permitir morrer e deixar as pessoas morrerem, o que nos resta é nascer de novo e aproveitar a nova vida enquanto ela não se acaba
R. Oliveira