terça-feira, 26 de maio de 2015

O som do rufar dos tambores.

Corpo sã, mente sã, espírito novo para ir a qualquer lugar de novo. Não adianta, nem tente correr, sua essência é jovem presa num corpo já desgastado que por muito já foi usado, você não admite, mas você gosta do perigo, você ainda tem muita libido, por isso eu sou seu filho, e assim serão os meus filhos, olhe para trás e veja o que você já fez, eu te dou trabalho assim como você deu ao meu avô. Não cometerei essa ignominiosa insensatez, não vou criar um monstro burguês, assim como você não o fez.
O espelho mostra muito mais que um garoto que cresceu, mostra as marcas de onde eu vim, mostra as mágoas que eu vi, mostra as evoluções que vivi. As pegadas na areia nem a maré mais alta consegue desfazer, tudo isso pode ser impulsos ou pseudônimos do que eu sinto por você, como um belo dia de verão, um sol de queimar o juízo, têm a cerveja, têm o samba e tem a  bela dama, que dança e dança e dança e nunca se cansa e irradia uma beleza sadia, como de quem um dia e apenas um dia sofreu por um pequeno erro ou uma grande ironia, e hoje sorri, para empolgar aqueles que tocam ali, os que tocam alto, os que tocam baixo, cavaquinho ou violão, na mesa ou na percussão, ou aquele único que toca o seu coração, que samba e entra na dança, que bate cabeça quando ouve o tambor, que entra na roda com a permissão do senhor e que ali canta e dança pedindo axé ao protetor e que espalha para o mundo o seu amor e sem nenhum medo ou pudor sabe que a cada novo dia que acorda é só mais um vencedor.


R. Oliveira

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Sete to Black

De volta ao preto, não o preto que remete a escravidão ou a escuridão ou ao luto ou qualquer tipo de infelicidade, muito ou totalmente pelo contrário, de volta ao preto, ao rock, a liberdade, ou seja, de volta a felicidade, que seja com quatro acordes no violão, ou num show de reggae com amigos de verão a verão.
Sol que arde e queima, ilumina o que transcende a alma, do corpo e da cara.
Louco, mais do que ontem, menos do que amanhã, cinzas agora só dos cigarros do amarelo ou aqueles do filtro amarelo. Amarelo da cerveja gelada que espanta o mal, mesmo sem ser o da esquina.
Sete anos para viver eu tenho, sete vidas para viver eu vivo, sete são os dias da semana que eu acordo feliz pelo fim do sono, sete é o dia que nasceu o melhor cachorro do mundo.
Suar pelo sexo ou pelo futebol, tanto faz sendo que sempre vai ser acompanhado de quem te traz algo mais de felicidade, algo mais sem complexidade.
Combinações coloridas de cores cheias de vida, "Cores de Almodôvar, cores de Frida Kahlo, cores". Ando pelo escuro com os olhos brilhando como um cego que enxerga colorido após o ácido lisérgico.
Corro, não porque tenho pressa, e sim por quê não tenho paciência, não gosto de tristeza, depressão, drama ou carência. Tenho uma atração pelas coisas que são passageiras e deliciosas, assim como uma trip de lança perfume.
Perdido eu sou de todas as maneiras, durante o café da manhã sentado a mesa ou após algumas duzias de cerveja, eu nunca sei para onde estou indo, nem o que eu tenho que fazer, só vivo a vida como eu creio que ela deve ser. Por isso que vivo pela noite, pela escuridão, sou apaixonado pela lua, a dona do meu coração, sou protegido pelas sombras da escuridão que me escondem e me engolem para um mundo seco, frio e tenebroso, assim como é o meu corpo.
Esquento agora, e minha alma para quem sabe uma chegada inesperada ou controlada, de uma pessoa considerada, com a vida acalmada e que também esteja apaixonada.
Lembranças eu deixo com abraços ou beijos, e algumas ainda ficam com a saudade mundana dos corpos nus numa cama.


R. Oliveira

sexta-feira, 15 de maio de 2015

"Loading..."

A sensação da vida já começando no fim é como a de ligar o jogo e já começar a partir de um "Continue ?".
Não diga que eu falei que foi ruim, muito pelo ao contrario, valeu a pena cada minuto, do mais tenso ao mais alegre, já decorei essa teoria contemporânea do desapego, máscaras de sorrisos, copo cheio, rodeado de amigos, entre beijos e carícias, no fim da noite só vontade de repetir o dia, mas todo mundo sabe que máscaras são feitas para esconder, camuflar e disfarçar a realidade, só que eu observei quê de muito usar uma máscara acabamos nos tornando ela, vivendo ela e muito mais que apenas isso, por vezes acabamos esquecendo do que realmente somos, mas nunca esquecemos do que realmente sentimos, por quê sentimentos não choram, sentimentos não sofrem, sentimentos não MORREM, assim como os leões, que não morrem, apenas se transformam em nuvens.
Devemos ser como bolhas de sabão, leves, transparentes, sem nenhum tipo de peso ou estresse interno que nos faça ir para baixo, devemos sempre ir para cima, em direção ao céu, e sumir na juba dos leões, viver e renascer no mundo dos dragões grandões que são viciados em ouro e virgens que respectivamente vem como cachoeiras e frutas nas arvores mais frondosas assim como nos rios mais caudalosos.
Já é normal sentir um pouco de empatia pela dor dos outros, e acredite, isso vindo de alguém que ainda não sabe se realmente tem um coração é um salto e tanto para a humanidade, que provavelmente está em festa com a volta do guerreiro e profundamente triste com o rumo da democracia, que ainda vive, MAS(esse "mas" nem deveria existir), se encontra em um estado vegetativo tão avançado que acabou transmitindo sua grave doença a esperança, que é a ultima que morre, porém após tantos tiros, não sei como ainda vive.
Vivendo cada vez mais alto, aprendendo com os visionários, com a missão de deixar em terra algo bonito como a primavera, uma obra para o mundo é o que eu tenho a obrigação de deixar, mas não como um artista, já que artistas não tem sexo e o meu é bem definido por sinal, mas como uma pessoa que aprendeu e que passa esse aprendizado para quem ainda vem depois de nós dois ou quem vem depois de outros dois.
Cansei de acordar rouco de tanto gritar com os surdos, hoje tem aqueles que juram que eu virei mudo, contudo, na verdade o que eu realmente aprendi foi o poder da observação, observar e absorver, certo !? 
É a lição que eu deixo hoje, comece a copiar os acertos de quem sabe e aprenda a consertar as falhas de quem errou, essa é a fórmula, não é a fórmula magica da paz, talvez seja a fórmula do sucesso, do progresso, do avanço. Você deve estar se perguntando por que eu não encontrei o sucesso ainda se eu já sei a base da fórmula, mas eu tenho que errar, para que você possa detectar nos meu erros suas melhoras, e se você não se sentir apto ou no momento certo para acertar, erre bastante sem medo de ser julgado, erre para que quem venha depois aprenda com nós dois.
Por escolha própria escolhi viver pouco como um rei do quê muito como um zé, você tem todo o direito de escolher o oposto, assim como eu sou quase o completamente o oposto do meu antecessor, eu vim junto com uma geração com sede de mudança, com vontade de revolucionar, infelizmente colocaram um tranquilizante na coca cola da minha geração e esse tranquilizante se chama internet, alguns já tentam utiliza-lo para o bem da causa, mas nós de hoje em dia sabemos que a luta é dura, longa e difícil, mas nós temos fé que deixaremos um mundo melhor para você que hoje me lê, e que se não obtivermos o êxito ao menos tentaremos deixar você na cara do gol, ou no mínimo com a bola em posição de ataque, a decisão fica para você, os times estão contratando jogadores, mas você que escolhe a camisa que vai vestir.


R. Oliveira