segunda-feira, 18 de maio de 2015

Sete to Black

De volta ao preto, não o preto que remete a escravidão ou a escuridão ou ao luto ou qualquer tipo de infelicidade, muito ou totalmente pelo contrário, de volta ao preto, ao rock, a liberdade, ou seja, de volta a felicidade, que seja com quatro acordes no violão, ou num show de reggae com amigos de verão a verão.
Sol que arde e queima, ilumina o que transcende a alma, do corpo e da cara.
Louco, mais do que ontem, menos do que amanhã, cinzas agora só dos cigarros do amarelo ou aqueles do filtro amarelo. Amarelo da cerveja gelada que espanta o mal, mesmo sem ser o da esquina.
Sete anos para viver eu tenho, sete vidas para viver eu vivo, sete são os dias da semana que eu acordo feliz pelo fim do sono, sete é o dia que nasceu o melhor cachorro do mundo.
Suar pelo sexo ou pelo futebol, tanto faz sendo que sempre vai ser acompanhado de quem te traz algo mais de felicidade, algo mais sem complexidade.
Combinações coloridas de cores cheias de vida, "Cores de Almodôvar, cores de Frida Kahlo, cores". Ando pelo escuro com os olhos brilhando como um cego que enxerga colorido após o ácido lisérgico.
Corro, não porque tenho pressa, e sim por quê não tenho paciência, não gosto de tristeza, depressão, drama ou carência. Tenho uma atração pelas coisas que são passageiras e deliciosas, assim como uma trip de lança perfume.
Perdido eu sou de todas as maneiras, durante o café da manhã sentado a mesa ou após algumas duzias de cerveja, eu nunca sei para onde estou indo, nem o que eu tenho que fazer, só vivo a vida como eu creio que ela deve ser. Por isso que vivo pela noite, pela escuridão, sou apaixonado pela lua, a dona do meu coração, sou protegido pelas sombras da escuridão que me escondem e me engolem para um mundo seco, frio e tenebroso, assim como é o meu corpo.
Esquento agora, e minha alma para quem sabe uma chegada inesperada ou controlada, de uma pessoa considerada, com a vida acalmada e que também esteja apaixonada.
Lembranças eu deixo com abraços ou beijos, e algumas ainda ficam com a saudade mundana dos corpos nus numa cama.


R. Oliveira

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