quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Me desintoxicando da vida.

Sem nem me avisar do tiro de largada vejo todos saírem na minha frente
Não reclamo muito, afinal a perspectiva se faz muito mais atraente
Trilho um caminho sem planejar qualquer rota, não sigo a frota, não mantenho minha ideia aposta
Sem mais cigarros, sem mais Whisky e a menina dos meus olhos, a minha pepita mais preciosa foi embora.

Não que fosse de serra pelada, mas que pelada fosse uma serra a ser admirada
Cadê a fumaça ? Cadê a cachaça ? Quem é esse cara ? Como assim uma "jaca" ?
Corto caminhos impertinentes como uma espada samurai, eu e eu oceano tudo que me atrai
O sol sai, a lua não se vai, o olho contrai, mais um dia que cai, sigo vivendo mais.

Se os opostos se atraem, os idênticos se repelem, né !? Apenas tenho dó dos que não bebem,
A tez da razão é quando atingem e dividem seus desejos e seus instintos que já não digerem
Descobri que a agonia e o amor são como irmão que moram no mesmo lar no qual chamaremos metaforicamente de coração
Desertos que atravessei, e esquinas que cruzei jamais serão em vão, já que entendi que tudo é um aprendizado nesse imenso mundão.

R. Oliveira

Tão pouco que chega a ser infinito.

Poucas coisas na vida são tão complicadas quanto o dilema da invisibilidade,
muitas são as oportunidades da vida de se recuperar perante a fragilidade,
a doença que me consome silenciosamente que nem o nome eu sei,
desconhecida por mim, quanto as leis cientificas pelos religiosos, divaguei.

Castigo maior passo a cada instante que vivo esquecendo minha própria revolução,
vivia no purgatório, agora vivo no inferno e o agravante é que essa estrada só tem uma mão,
gostaria mais que muito de poder voltar a sorrir, porque a vida nem sempre é feito filme,
menos é mais, isso é a regra que tem sua exceção, nunca mais céu noturno, lua e esteira de vime.

Hoje eu só quero sentir o que eu vivo, independente do que seja indefinido,
e o conde de monte cristo, fugindo, correndo, vivendo num mundo tão comprido,
a menina dos meus olhos já se transformou em mulher, ainda que não seja minha,
tão salgado quanto o ácido de borato, que já não limpa nenhuma das feridas dessa vidinha.

R. Oliveira

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O passado, o presente e o agora.

Nem sei por onde eu começo, porque eu sinceramente não sei qual/onde é o começo, talvez o começo seja lá no começo mesmo na minha indecisão, ou talvez seja no meio, ou seja, no começo de quando eu comecei a perder o controle, e por falar em perdas, olha quantas perdas, e se engana quem diz que a alegria de um ganho equivale a dor de uma perda, sinto como se nem milhões ganhos valessem tudo que eu perdi, e agora eu tô do avesso eu percebo que mesmo sendo esse o lado que eu vesti por toda a minha vida, não é o lado que eu pertenço.

Sinto-me esvaído e esgotado como se sentem os soldados, aqueles soldados que abandonam suas vidas para correr o risco de vida por milhões de pessoas que se quer sabem da sua existência.

E o meu choro que mesmo calado e enrustido dói tanto quanto o escandaloso e exibido, 
e dói, dói mais do que o tiro do bandido ou o que a perda de um grande amigo,
dói tanto que cada lagrima leva consigo o que há de bom comigo.

Quero me distanciar de tudo que me remete a dor, mas devo ser masoquista porque tudo que me dói é o que mais desejo, enfadonha essa vida de arrependimento, mas o que posso fazer se sou suscetível a erros como outro qualquer, quero o meu acalanto nos braços de quem me faz bem, né nisso que o amor é baseado ?

"Home, home again, I like to be here when I can."

R. Oliveira

O louco e a sua amiga sensatez.

E que o cenário da nossa loucura seja a trama mal criada e uma atriz conceituada,
A comedia que de divina não tem nem o nome leva consigo o desonesto furor,
E na imaginação de um louco flutua sobre uma poça d'água chamada de oceano,
Um navio repleto de velas que nem água nem o vento apaga.

A manha que é branca e limpa mesmo que a chuva suje as ruas que passei e não te encontrei,
E a noite que mais me inspira seja a tal bela dama que dita hora se fez dia diante do meu despertar, 
Não temo a morte, estou sempre a lhe observar, temo a vida e o seu obscuro caminhar,
Vejo que o clímax está chegando continuo procurando sinto a calma que invade a minha alma anunciando, a sua chegada e agora eu já sei.

O que sou, oque fui, oque era, absorva a quimera transforme-se em Cinderela,
Um esquina que seja reta como o meu pensamento, que é vasto até o firmamento,
[uma vitamina de ideias que forma...]
E o pássaro que há muito acompanhou o barco de tão livre se tornou dependente e apegado,
E o radinho de pilha não toca mais a nossa canção, calou-se para ouvir o som do meu violão.

R. Oliveira