Poucas coisas na vida são tão complicadas quanto o dilema da invisibilidade,
muitas são as oportunidades da vida de se recuperar perante a fragilidade,
a doença que me consome silenciosamente que nem o nome eu sei,
desconhecida por mim, quanto as leis cientificas pelos religiosos, divaguei.
Castigo maior passo a cada instante que vivo esquecendo minha própria revolução,
vivia no purgatório, agora vivo no inferno e o agravante é que essa estrada só tem uma mão,
gostaria mais que muito de poder voltar a sorrir, porque a vida nem sempre é feito filme,
menos é mais, isso é a regra que tem sua exceção, nunca mais céu noturno, lua e esteira de vime.
Hoje eu só quero sentir o que eu vivo, independente do que seja indefinido,
e o conde de monte cristo, fugindo, correndo, vivendo num mundo tão comprido,
a menina dos meus olhos já se transformou em mulher, ainda que não seja minha,
tão salgado quanto o ácido de borato, que já não limpa nenhuma das feridas dessa vidinha.
R. Oliveira
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