sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O passado, o presente e o agora.

Nem sei por onde eu começo, porque eu sinceramente não sei qual/onde é o começo, talvez o começo seja lá no começo mesmo na minha indecisão, ou talvez seja no meio, ou seja, no começo de quando eu comecei a perder o controle, e por falar em perdas, olha quantas perdas, e se engana quem diz que a alegria de um ganho equivale a dor de uma perda, sinto como se nem milhões ganhos valessem tudo que eu perdi, e agora eu tô do avesso eu percebo que mesmo sendo esse o lado que eu vesti por toda a minha vida, não é o lado que eu pertenço.

Sinto-me esvaído e esgotado como se sentem os soldados, aqueles soldados que abandonam suas vidas para correr o risco de vida por milhões de pessoas que se quer sabem da sua existência.

E o meu choro que mesmo calado e enrustido dói tanto quanto o escandaloso e exibido, 
e dói, dói mais do que o tiro do bandido ou o que a perda de um grande amigo,
dói tanto que cada lagrima leva consigo o que há de bom comigo.

Quero me distanciar de tudo que me remete a dor, mas devo ser masoquista porque tudo que me dói é o que mais desejo, enfadonha essa vida de arrependimento, mas o que posso fazer se sou suscetível a erros como outro qualquer, quero o meu acalanto nos braços de quem me faz bem, né nisso que o amor é baseado ?

"Home, home again, I like to be here when I can."

R. Oliveira

Nenhum comentário:

Postar um comentário