segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Anda tempo, corre depressa.

Suprir a ausência do que não se foi é algo impossível, brincar de pega-pega com o tempo é um perigo, correr atrás do que não compete a você controlar é burrice, é como tentar prender o vento em uma gaiola, é como ir embora sem abrir a porta.

Olho para o cadeado e lembro dos tempos em que me tranquei, mas foi bom, enfim me encontrei, ainda não realizei, mas com certeza viverei, por que o fogo que queima em mim é mais ávido que os ventos que tentam me apagar, me destruir, me derrotar.

Sou nordestino cabra da peste, baiano arretado, criado a base de pimenta e comida "pesada", se tiver de ser derrubado não será por um prato de comida estragado, posso ser apunhalado, como sou taxado de revoltado, mas nunca vou parar de empurrar a montanha, e enquanto houver faísca viva dentro de mim, correrei atrás do sonho e fim por que possa ser que não, mas a vida é assim.

R. Oliveira

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