quarta-feira, 24 de setembro de 2014

As idas e vindas do meu amor.

Sinto me ressaqueado sem nem ter sido alcoolizado, distúrbios da falta
Ando mais trêmulo, mais desconfiado, mais perturbado, somente eu sei a causa
E as rosas que não falam, somente exalam o teu perfume, calaram-se
E o cinismo que me afastou de tudo, agora derrama gotas a mais do meu cálice.

Se a vida é irônica, o amor é brincalhão, que adora agastar tudo ao seu redor
Apesar de rijo, é o material mais maleável já conhecido pelo ser humano
Quem não tem colírio usa óculos escuro, e quem não tem óculos escuro badala tudo
Sem mais domingos sombrios, sem mais madrugadas calorosas, apenas uma brisa gostosa

Afago nosso presente, com o olho no nosso futuro, deixe as alvitres
Não irei esboroar o que já fiz, vou apenas me manter tenaz no que sou
Eu, feito de impulsividade e hipérboles o que me deixa sempre mais próximo da falha
Mas também sou sangue e consciência o que me deixa sempre suscetível a arrependimentos

Segure a minha mão, feche os olhos e deixe a vida nos guiar, não é porque eu não confio em ninguém que você não deve confiar em mim, muito pelo ao contrario, dependemos da sua confiança em mim. E ao perceber que o amor está morrendo, não force a barra para salva-lo e nem empurre-o do penhasco nunca se sabe o que acontece com as idas e vindas do amor.

R. Oliveira

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