terça-feira, 10 de abril de 2018

No reino animal não existe limite para proteção.

Pêlos servem para proteger o corpo, os ossos servem para proteger os órgãos. Quem protege aquilo que sentimos ?
Já foi dito por mim o quanto acho necessário estarmos sempre disponíveis para o que nos for concedido, o conceito de sermos descartáveis... Ainda concordo plenamente com esse conceito, não obstante, precisamos falar aqui sobre o ato de proteger ou assim por dizer, auto reciclar-nos.
Vejo constantemente os humanos nas suas respectivas (mal)ditas redes sociais falando sobre "lutar até cansar", "desistir por não aguentar mais"... Tais prosopopeias me fizeram pensar, qual é o limite da insistência humana? Incontáveis fatores devem ser considerados aqui, os físicos, os psicológicos e até os sentimentais. Já diria Mano Brown "cada um é cada um". Penso naquele moço que insiste em ir atrás da moça que não lhe dá a mínima atenção. Qual seu limite? Penso também na moça que toca sua bateria numa banda de pop/rock, mas queria tocar samba reggae no Olodum. Qual seu limite? Penso naquele adulto que desde o fim da infância corre atrás do seu sonho sem obter algum êxito. Qual seu limite?
Limite, na matemática "f(x)", na geografia "fronteiras", na física "tempo-espaço", na minha vida "desconhecido".
Jargões como "tente outra vez", "push harder", "andar para trás só se for para pegar impulso", me parecem um tanto quanto entediantes.
Não me julgo desconhecedor do limite pelo fato de não tê-lo, afinal todos SEMPRE temos, me considero desavisado do meu ponto final apenas por não haver tido para com ele um encontro. Anseio esse momento sem nenhuma pressa ou precipitação, pois o limite assim como a morte vem com o mais belo e cruel trabalho de por um fim.

R. Oliveira

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