Um mergulho, milésimos de segundos de baixo da água, uma eternidade fora da realidade. Um salto de fé.
A falta que a falta faz. São partes, momentos, lembranças. Quem nunca sentiu que precisava de algo que ao menos nem sabia o que era ?
A arte de observar. A arte de poder apreciar o silêncio. Abraça-lo. Compreende-lo. Aceita-lo. Por fim vive-lo.
Mundo agitado, carros buzinam, crianças choram cachorros latem e eu só consigo ouvir o silêncio dentro de mim. GRITA ALTO.
Não consigo ouvir nada. Eu ouvia o silêncio, agora eu sou o silêncio. Assim eu avanço, na quietude, meu progresso será barulhento, eu não.
Iceberg. Internet. I(Eu).
Faz sentido para quem sabe o que é. São referências que precisam ser ditas. Eu falo em metáforas. Eu não sou o coelho nem a tartaruga. Eu sou a pista e a linha de chegada.
Eu sou o meu reflexo na água remexida da poça. Não espere a água acalmar para me enxergar, na água parada não será mais eu.
Perceba que sempre que eu começo a falar é diferente, a intenção é a mesma. O ponto talvez não seja sobre o que eu estou falando. Com certeza.
R. Oliveira
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