Aprendi com a vida que nada marca mais uma lembrança do que uma cicatriz de uma ferida que há muito já sarou, porem permanece dolorida.
Não sou louco, sou apenas tarado por loucuras, sou muito fissurado em tudo aquilo que foge do comum, da rotina, da mesmice.
Sou como uma bomba relógio de sentimentos surpresas, nunca se sabe quando eu vou explodir e o sentimento que vai emanar em tamanha abundancia.
Sigo a trilha no meio da selva de pedra, meio sem destino, mas sempre querendo chegar em algum lugar, aqui ou lá, eu só quero parar, ver meu cachorro brincar, não me preocupar, esperar o que eu nem sei se um dia vai chegar.
Quero sentir o cheiro que sai da minha alma e saber que a podridão já não é fixa, e sim apenas maus momentos, tipo um balão que eu enxergo pequeno mas não tenho nem noção da sua imensidão.
Não se admire com as coisas fúteis, isso faz de você um alguém vivendo em um mundo sem ninguém.
Cada um com seu cada quem, vivendo sempre bem, sentido sempre a leveza de um descanso após o sexo em que os corpos dançaram uma musica sem alguém tipo de nexo.
Não se esqueça nunca que você é descartável como todos os outros seres humanos, então faça um bom papel, para ser reciclado e reaproveitado até por aqueles que já tiverem lhe usado. Sempre se sinta feliz por ser usado, afinal, aprendizado vem do passado.
R. Oliveira
Se o seu passado te machuca, o meu presente me devasta. Se os seus maus momentos são passageiros, os meus são como um fantasma preso a minha alma. Ah, como eu queria que a vida fosse resumida a me sentar e ver meu cachorro brincar. A minha bomba relógio esta contando cada vez mais rápido, e só ainda não explodiu por bom senso. A sua alma exala um perfume tão adorável como as brumas do mar, mar esse, que se eu pudesse, passaria a eternidade a admirar. Tento de toda forma mostrar um bom papel, mas parece que nesse vida, eu só não sou mais descartável porque não sou de plástico.
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