quinta-feira, 29 de maio de 2014

S.N.D (musica)

Regue, o meu ombro dorido
tão murcho e vazio to teu desprezo tão frio
Reza, sou eu primavera, sabe-se lá, legalizar, teus frutos aproveitar
minha flor de maio, o meu frenesi, minha flor de lis, quem sou eu sem ti
minha flor de maio, o meu frenesi, minha flor de lis, minha colombina sou teu arlequim.

Fecha essa porta pra saudade não entrar
o meu engodo já não me serve mais
me ajuda, em Belém, em Berlin ou aqui
me salva das tuas garras ferinas que mesmo quando me machuca, me cura.

Já negociei demais, hoje eu só busco nossa paz
nossa ilusão de infinita felicidade
acompanhada de doses de sobriedade
e por fim te sentir, como o vento
que mesmo que eu não vejo sei que está aqui.

R. Oliveira

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