Respire, você acabou de cavar um buraco,
mas ainda não é hora de parar, você tem outros buracos para cavar.
Se alguém te perguntasse onde esta a sua dor,
para onde você apontaria?
Existe vazios como um eco, a reverberação dos
sentimentos que te engolem num completo infinito de absorção.
Você se vê no reflexo da água, você toca na
água, aquele momento de conturbação é o seu momento agora, contudo espera, a
bonança volta, fei.
Fechar o olho dói, não que o escuro incomode,
a completa agonia e falta de senso de direção deixa qualquer um impotente.
Estertor feito de más decisões, não se contém
no peito, transborda o papel, enche o copo e esvazia o estômago.
A existência é um ato de equilíbrio entre
escolhas e consequências, pessoas sempre se desequilibram e com isso ficam
desequilibradas. Atire a primeira pedra quem nunca tomou a decisão correta e
demorou de aprender a conviver com isso e cogitou voltar atrás e seguir o caminho
errado.
É difícil ser forte quando além de lutar
contra o que vem de fora, você precisa combater o que vem de você, impulsos
violentos de jogar tudo para cima e apostar todas as fichas no cavalo que nem
vai participar da corrida.
Existe um ditado do interior que diz “nunca
enjoe de um cavalo puro-sangue”, gostaria de avisar que um pangaré também nos
leva onde queremos chegar, a viagem pode ser mais turbulenta e cansativa, menos
confortável e ligeira. Beber Domec te deixa bêbado como beber Hennessy, você só
precisa aguentar uma ressaca pior na manhã seguinte. Basicamente eu me afoguei
numa piscina de Domec.
Eu vi uma poça de tristeza e solidão e me
joguei de cabeça.
Meu silêncio diz tudo, ouve quem quer.
R. Oliveira
R. Oliveira
Nenhum comentário:
Postar um comentário