Meu café com duas colheres de ironia, eu observando toda natureza vadia
Inflamando todo o meu interior, meu cérebro se entrega sem nenhum pudor
Aturdido, nunca indeciso, um sonho ínfimo de vislumbre futurísticos com fulgor
Mais um gole, olhos vidrados quase sem vida, a mente mais que ativa do que tardia.
Ironias que eu não percebo ou o café que sempre bebo, meu futuro eu não vejo
Anjos ou santos, capetas ou demônios, tal qual a ironia e a mentira e sua irmandade
O meu panegirico referente ao preto e forte, não o escravo, sem desazo é de tudo verdade
Minha candura que de tão pequena chega a ser um escarnio e o amanhã eu desejo.
Eu que apesar de todo o julgamento humano, não sou tartufo, e todo aquilo que você esfriou
Armado de lápis, papel e violão não deixo de ser patusca nem nessa ocasião
Temericamente planejo o que sei que nem lembrarei, queria ser Napoleão
Cabeça coçando, coração acelerando, mãos suando, preciso ir agora, noto que o café acabou.
R. Oliveira
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